Se penso ... logo existo!

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

 

Hoje em dia fala-se constantemente em tantas crises e dificuldades, que questionamos o sentido da nossa existência. O sentido da Vida está no segredo dos Deuses, mas o "nosso" sentido da vida deve ser ponderado e um ponto de referência na nossa existência. Para quê todo este caminho de alegrias e tristezas? Para quê todos estes sacrifícios? Eu posso adiantar que na minha carreira de vida de 45 anos, já vivi bastantes experiências que me qualificaram em várias maneiras. Eu passo a explicar. A minha geração não foi muito chegada à conversa entre pais, isto porque a vida também não era fácil e os nossos pais tinham mesmo de trabalhar muito para nos poderem educarem convenientemente. Mas, e agora? Será sustentável dizer que é tremendamente mais difícil viver e educar filhos neste momento? Esta geração, é uma geração de consumismo, de alta tecnologia, e devido a isso surgem problemas tão graves como o endividamento. Exclamações como, "Tento dar ao meu filho o que os meus pais não me deram!" são corriqueiras nas bocas das famílias da presente geração. Mas será que vale a pena? Será que não existe ingratidão por parte dos nossos filhos? Será que eles conseguem dar valor ao sacrifício que por vezes tantos pais fazem só para que se sintam encaixados na sociedade? Sim, porque isto não é nem mais nem menos um grave problema social. Porque o meu filho me disse que o amigo tem e eu naõ tenho, e o mais grave ainda é os próprios pais darem, porque gostam e querem que o filho tenha, mesmo contra à vontade de alguns. Neste campo, falando no meu percurso de pai, sempre tentei fazer o mesmo às minhas filhas, claro que dentro dos meus limites. Assim foi, e ao longo destes anos, verifiquei que apesar de alguns percalços, a educação que eu e a minha cara metade ensinámos às nossas filhas foi até agora a ideal. O porquê de tanta certeza? Claro que tenho uma explicação. Consiste basicamente no decorrer dos anos, no dia a dia nos muitos dias do Pai e da Mãe, nos Natais nos nossos aniversários....aquelas frases, aquela ingenuidade que nos fazia chorar transformou-se em afirmações vindas directas de uma personalidade que se foi afirmando ao longo destes anos. Ainda há pouco tempo, tivemos uma sincera demonstração de como somos recompensados. O que eu sinto pelas minhas filhas é indescritível, não consigo exprimir o quanto as amo....mas sei com toda a clareza que as amo mais do que a minha própria vida. Se for necessário, daria a minha vida por elas! Tenho de agradecer a Algo, por ter as melhores filhas do Mundo! Para mim são e serão sempre aquelas bebés lindas que ficaram e ficaram para sempre na minha memória! Obrigado à mulher que eu amo, por me ter dado uma descendência da qual me posso orgulhar! 

sinto-me: ORGULHOSO
música: "I've Been Waiting for a Girl Like You" dos Foreigner
publicado por PPires às 14:18

Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

 

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter. "Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências sociopolíticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor. Perguntem-me porquê? Porque é que por vezes, acho que tenho tendências racistas!

publicado por PPires às 15:47

Sábado, 12 de Julho de 2008

 

 

Caros leitores deste blog, vou comentar um assunto que está muito, mas mesmo muito a incomodar a maioria da população portuguesa. Nada mais nada menos do que o nosso panorama político e social nacional. Pois então vejamos: Na escola, um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno. Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe €236 depois de toda uma vida de trabalho. Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a sua doação ao fisco. O estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo aeroporto da Ota, recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro. Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2 000 habitantes; o governo diz que não precisa de mais polícias. Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o estado não fiscaliza. Um professor é sovado por um aluno e o governo diz que a culpa é das causas sociais. Um polícia bate num negro, é uma atitude racista. Um bando de negros mata 3 polícias, não estão inseridos na sociedade. O café da esquina fechou porque a ASAI achou que faltava um WC para os homens, mulheres e empregados, no Fórum Montijo o WC da Pizza Hunt fica a 100 metros, e nem tem lavatório para se lavar as mãos. O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos). O ministério do ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível, mas no ministério do ambiente não há estacionamento para bicicletas, e nem se sabe de nenhum ministro que utilize a bicicleta. Nas prisões é distribuido gratutitamente seringas por causa do HIV, mas como entra a droga nas prisões? No exame final de 12º ano és apanhado a copiar, chumbas o ano. O nosso primeiro ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por faxe e é engenheiro! Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 anos leva uma chapada do pai por ter roubado dinheiro para a droga, é violência doméstica. Começas a descontar em Janeiro o IRS e só se recebe o excesso em Agosto do ano que vem. Não pagas as finanças a tempo e horas e passado um dia já estás a pagar juros. Mandas fechar uma varanda de tua casa e estás a fazer uma obra ilegal. No entanto constrói-se um bairro de lata, e ninguém vê! Se tens um filho que não tem cabeça para estudar e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num emprego respeitável, é exploração de trabalho infantil. Se és artista das novelas e o teu filho com 7 anos participa em gravações das novelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento e sai à mãe e ao pai. Pagas cerca de 0.50€r uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao teu filho, mas se fosse drogado, não se pagava nada! Visto todas estas situações, vejo-me na obrigação de acordar para a realidade e fazer uma pergunta ... porque raio é que não emigrei? 

publicado por PPires às 22:28

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

 

QUERO ACORDAR, OLHAR EM FRENTE ... E VER O CAMINHO!

 

Será que nunca vos aconteceu? Ao acordar de manhã, verificar que o despertador não tocou, o alarme de emergência, que no meu caso é o meu telemóvel programado para 10 minutos depois do primeiro alarme, também não tocou, e que acaba de acordar com 30 minutos de atraso, não desespere! Reaja com a atitude mais calma que conseguir, por mais difícil que pareça, não é! Primeiro do que tudo, nunca se levante depressa demais, apesar de estar atrasado. Em segundo lugar, tente fazer as coisas que normalmente faz com o ritmo habitual. Porque se começar a apressar as suas higienes matinais, por exemplo, pode transformar o dia que está para ser iniciado numa grande catástrofe. Tente relaxar, e pense pouco, porque quanto mais pensar que está atrasado, mais coisas se vai esquecer! Depois de conseguir ultrapassar estas etapas, que para algumas pessoas acredito que seja bastante difícil, é meio caminho andado para um dia de sucesso. Se é daquelas poucas pessoas que conseguem passar estas primeiras fases, então siga o meu raciocínio. Quando sair de casa, vem a fase mais difícil, que é começar a conduzir para se deslocar para o trabalho. Depois de acordar atrasado, que já é mau, o trânsito na minha opinião, é do pior que se pode apanhar num dia mau como este. Ele é obras nas estradas, é o corte de um sentido com semáforos a rasgarem-nos a pouca paciência já existente no nosso débil consciente. Sejam prudentes, aguardem com paciência pela vossa vez, não comecem a ultrapassar tudo e todos, porque isso não os leva mais rápido para o trabalho. Aliás, pelo contrário, por vezes acontecem graves acidentes devido a essas situações. E depois, lá morrem pessoas inocentes, que calmamente se deslocavam também para os seus empregos. Por isso, calmamente, controlem a vossa condução para vosso bem e também para a segurança das outras pessoas. Assim que chegarem ao trabalho, e verificarem que ainda faltam cinco minutos para iniciarem o vosso horário, aí sim, vão ficar realmente bem dispostos, porque afinal de contas, souberam ter paciência e ainda o mais importante, é que contribuíram para a sociedade com um contributo valioso de cidadania. Respeitar para ser respeitado! Tenho dito!

publicado por PPires às 21:57

Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

 

Hoje é uma data muito importante. E porquê? Porque é o início deste blog, e mais importante ainda é o factor emocional que fala mais alto. As emoções apoderam-se de uma pessoa quando existe fraqueza, carência e solidão. Isto, efectivamente leva-nos a pensar em coisas fora da normalidade, fora do contexto do dia a dia, fora da nossa melancólica rotina, dos nossos dias banais, que sem querer, se tornam semanas e viram anos que passam por nós a correr. Vejo-me a pensar e a sentir falta de comentários, bons ou maus, não interessa, desde que sejam ditos de forma a que nos afectem. Sinto falta de um aconchego, de um beijo de carícia, um beijo de respeito e também um abraço que sem palavras me faz sentir bem. Os anos que partilhamos os nossos maus e bons momentos, são importantes e preponderantes para o cimentar da nossa relação. É tão importante sentir de que somos necessários para de uma ou outra maneira fazer com que sejamos correspondidos. É a falta dessa pessoa que me faz reflectir no que de momento acho mais importante, que é simplesmente a minha razão de ser. Não conseguiria viver sem a sua companhia, a sua alegria, o seu mau feitio, porque nas coisas ruins também existem coisas boas para aprender, tudo tem o seu lado. É preciso que tenhamos a possibilidade de reconhecer na altura própria essas variantes de uma relação. É por isso que eu grito aos sete ventos, a minha existência deve-se completamente à minha mulher, que num momento menos bom, se ausentou, e forçosamente tive de saber lidar com isso. Volta o mais rápido possível, porque as plantas sem água não sobrevivem muito tempo, Tu és a água que fortalece a minha raiz...és simplesmente o amor da minha vida! Quero viver contigo para sempre, e amo-te cada vez mais....Linda, meu amor!

publicado por PPires às 21:03

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